Análise das temáticas trabalhadas

O rap é um gênero musical muito diversificado, e as letras podem abordar uma ampla gama de temas. No entanto, alguns dos temas mais recorrentes incluem:

Superação e sucessoMuitas letras destacam a jornada de superação, a busca por sucesso e o alcance de objetivos pessoais e profissionais.

Vida nas RuasMuitos rappers falam sobre suas experiências vivendo em áreas urbanas difíceis, abordando questões como violência, crime e pobreza.

Relações InterpessoaisTemas sobre relacionamentos, seja amorosos ou amizades, também são comuns, abordando desde histórias de amor e traição até a lealdade e o apoio mútuo.

Autoconfiança e AutoestimaLetras que celebram a autoconfiança, o orgulho e a autoafirmação são bastante comuns, muitas vezes servindo como uma forma de empoderamento.

Crítica SocialAlguns artistas usam suas letras para criticar a sociedade, abordando problemas como corrupção, desigualdade econômica e falhas institucionais.

Festa e DiversãoEm contraste com temas mais sérios, há também músicas que celebram festas, diversão e estilo de vida descontraído.

Política e Justiça SocialMuitos rappers utilizam suas músicas para comentar sobrequestões políticas, desigualdade social, racismo e injustiças no sistema.

Identidade e CulturaO rap frequentemente explora temas relacionados à identidade pessoal, racial e cultural, refletindo sobre a experiência vivida pelos artistas e suas comunidades.

Cada artista traz sua própria perspectiva e estilo para esses temas, tornando o rap um gênero muito rico e variado em suas abordagens líricas.

Análise da acessibilidade

O evento "Batalha da Matrix" que acontece toda terça-feira às 19:30 na praça da igreja matriz de São Bernardo do Campo é um evento gratuito aberto ao público geral, não é cobrada entrada, é só você chegar e encontrar algum lugar para assistir às batalhas que são rápidas e dinâmicas.

Próximo ao "palco" e ao stand da organização são vendidos alguns produtos como camisetas e livros relacionados à batalha, as camisetas e croppeds variam entre R$49,90 e R$100,00 enquanto o livro que leva o nome de "Rap, cultura e política - batalha da matrix e a estética da superação empreendedora" custa R$35,00.

No quesito de acessibilidade física o espaço não deixa a desejar, as batalhas ocorrem na parte mais baixa da praça rente a rua então é possível chegar e se acomodar utilizando uma cadeira de rodas, por exemplo. Além disso, há uma área superior à batalha onde também é possível ter uma boa visão do evento, só é preciso ter cuidado com as partes em que o terreno é mais íngreme e com as pessoas andando de bicicleta.


Preconceitos

Os mais diversos preconceitos rodeiam o rap e as batalhas de ruas há muitos anos, a narrativa crítica feita pelos artistas sobre o cotidiano nas chamadas "quebradas" gera incômodo na maior parte da sociedade, além de denunciar a marginalidade e a exclusão social histórica de um povo que tem raizes principalmente africana. Desse modo, observa-se um dos maiores problemas que circundam a arte de rua, o racismo.

A música urbana como um todo recebe mais rejeição do que elogios da sociedade como um todo, isso se deve ao fato dela ser produzida por pessoas pobres e sociamente excluídas que por meio da arte conseguem criar uma identidade e contrariar as lógicas deterministas preconceituosas.

Assim como na maioria das situações, dentro desse ambiente musical há o machismo, durante muitos anos as mulheres foram excluídas das batalhas e até hoje não possuem muito espaço. As "minas" são vistas como fracas e sem criatividade, e por isso não são respeitadas como a voz no comando. Por sorte esse cenário tem mudado e novas oportunidades estão surgindo para as mulheres expressarem suas artes, afinal, essas e outras atividades artísticas prodizidas em periferias tem possibilitado a geração de renda e o "alívio" para a depressão, drogas e criminalidade.

Dessa forma, em seu site a própria "Batalha da Matrix" se mostra como "o meio do caminho, entre o trabalho e a casa, existe a praça.". Eles preenchem o ritmo da vida cotidiana e defendem que o rap precisa se potencializar em coisas maiores e ser reconhecido por aquilo que ele é: uma cultura popular rica em vivências, criatividade e representatividade, inserida num contexo que precisa de visibilidade e não deve ser descredibilizado.

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